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Immortal - "War Against All" Review


Os Immortal encontram-se numa fase de transição que começou com Northern Chaos Gods e que agora se solidifica com War Against All, devido às mudanças de formação em que o principal compositor, vocalista e guitarrista, Abbath saiu. As suas funções foram assumidas pelo letrista Demonaz, mas entre este novo disco e o anterior saiu o baterista Horgh e a banda sofreu ao nível de som com a mudança, nomeadamente ao nível da força que a bateria trazia aos temas e os próprios arranjos para os quais aquele músico contribuía.

O tema título dá o início ao disco da melhor forma, com agressividade na bateria de Kevin Kvale e na voz de Demonaz, com um rápido solo de guitarra. Quando entramos em “Thunders of Darkness”, mantém-se a agressividade, rapidez e os riffs cortantes na guitarra. Nota-se aqui que, onde a bateria de Kevin Kvale é competente no seu desempenho, ainda que falte alguma da sua força comparativamente com Horgh, o baixo de Ice Dale não tem a presença na mistura que o de Peter Tatgren tinha no disco anterior. 

Há que destacar um dos singles de avanço, “War Gods”, claramente um dos temas mais fortes do disco, mas que, apesar de tudo, no breakdown relembra temas antigos como “All Shall Fall” e o excelente “Antartica”.

Quando chegamos a “Return to Cold”, temos mais um dos pontos altos do disco, e aqui parece estar a força de War Agains All, nas músicas mais atmosféricas e que emergem o ouvinte e que carregam consigo o lado mais épico da banda, como já havia demonstrado em temas passados (“Mighty Ravendark” de Northern Chaos Gods ou “Antartica” de Sons of Northern Darkness). No entanto, temas como “No Sun”, ou “Immortal” não permitem que haja grandes variações na dinâmica da audição do álbum, o que acaba por “abafar” os temas mais fortes.

Em conclusão, War Against All é um disco de black metal épico que tenta manter a energia no máximo ao longo da sua duração, mas nem sempre consegue, pois por cada tema épico, há outro que não consegue estar à altura. Por exemplo, ao nível de fluidez dos três últimos temas: temos o excelente “Nordlandhir”, seguido do pouco inspirado “Immortal”, mas que no final vai culminar no épico “Blashyrkh my Throne”. Trata-se, pois, de um álbum pouco equilibrado no seu todo, e é essa a sua principal fraqueza.

Nota: 7/10

Review por Raúl Avelar